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Fazenda Atalaia

........... continuação

ALIENAÇÕES DA FAZENDA ATALAIA

Em 05/06/1923,  Dª. Hermínia Ferraz Borba e seus filhos venderam a fazenda para:

- Henrique Gregori e sua mulher 50%

- Henrique Gregori Júnior e sua mulher 25%

- Antenor Borba (entrou com as terras da Atalaia 25%) que constituíram a firma Gregori, Borba & Co.

Em 1925 foi vendida para:

Francisco Martins Bonilha casado com Maria Ilydia Alves Bonilha ,

Francisco M. Bonilha faleceu em outubro de 1929, ficando a fazenda por efeito da partilha feita em 1933 para:

Maria Alice M. Camargo Lima casada com Jarbas de Camargo Lima = 220 alqueires (que continuou a ser chamada Fazenda Atalaia).

Sebastião Assumpção Malheiro casado com Júlia Ferraz Ferreira = 380 alqueires.

Em 1966, a fazenda Atalaia foi doada para os 3 filhos de Maria Alice e Jarbas, que são: Semiramis de Camargo Lima Naumam; Jarbas Malheiro de Camargo Lima; Joaquim Francisco Malheiro de Camargo Lima, que são seus proprietários atuais (2002).

APÊNDICES

Pequenas biografias de nossos avós e pais envolvidos na posse da FAZENDA ATALAIA

O ÚLTIMO COMPRADOR E SUA SUCESSÃO

Francisco Martins Bonilha foi o último comprador.

Nasceu em São João do Capivari em 1867, filho de José Martins Bonilha e Anna Martins Bonilha, que eram ricos fazendeiros em Capivari.

Casou-se em 07/04/1885 com Maria Ilydia Alves Assumpção, que passou a chamar-se Maria Ilydia Alves Bonilha. Ela tinha l7 anos e ele 18 anos.

Eram seus irmãos: Leopoldina Martins Bonilha e Salvador Martins Bonilha.

Em 1888, comprou terras em Dourado. Empreitou a abertura e foi para a fazenda em 1889 juntamente com Maria Ilydia, logo após a proclamação de República.

Foram de trem até Vila de Brotas e de lá subiram a cavalo a Serra de Dourado.

Dormiam em colchão de palha até a chegada da mudança que vinha em carros de boi e que chegaram dias depois. O rancho era de pau a pique e chão de terra batida.

Em 5 de novembro de 1892 elaborou seu 1º testamento, na Vila de Brotas, portanto quando estavam formando a Fazenda Santa Maria.

Em 1916/17 comprou a Fazenda Pedra Branca ( perto de Boa Esperança do Sul ).

Em 1923 vendeu Pedra Branca e comprou a fazenda Redenção em Ipaussú, entre Bernardino de Campos e Ourinhos.

Em 07/05/1925 permutou a fazenda Redenção, pela Fazenda Atalaia, situada em Santa  Lúcia  e em 25/05/29 comprou a  Fazenda São Manoel, em Dourado.

Em 24/09/1929 adotou judicialmente os sobrinhos Sebastião Assumpção Malheiro e Maria Alice Assumpção Malheiro que foram criados como filhos, desde o falecimento de Semiramis Assumpção Malheiro, que era a mãe dos dois e irmã de Maria Ilydia.

Faleceu na Fazenda Atalaia , logo em seguida: 10/10/29. Sepultado em Dourado.

A Atalaia nessa ocasião fazia divisas com as fazendas:

Sta. Tereza - Camillo Souza Neves

Morro de Ferro - Manoel Teixeira Amaral

Boa Vista - Luiz Taddeo

Cruzeiro - Isabel Ortiz

Fosca - Luiz Laves Thomas

S. Luiz -  Venâncio Faria

Apeninos - Pinto Ferraz

Após seu falecimento, a fazenda Atalaia em 05/12/33, foi formalmente dividida entre Sebastião Assumpção Malheiro (376 alqueires) e Maria Alice Malheiro de Camargo Lima (220 alqueires) que ficou de posse da sede.

Maria Ilydia Alves Bonilha 

Nasceu em Capivary aos 26/10/1868.

Era filha de Benedito Alves Assumpção e Alexandrina Alves de Toledo

Foi única filha até 14 anos, quando nasceram seus irmãos:Semiramis (casou-se José Oliveira Malheiro),  Nhonhô (casado com Lucilia) e Genoveva Alves Assumpção Caldas (casada com Calmélio Caldas).

Casou-se aos 16/17 anos com Francisco Martins Bonilha, que tinha 18 anos. O seu traje nupcial todo em cetim Macau foi muito bonito, e o leque também era de cetim com varetas de marfim (este leque ainda existe). Depois do falecimento de Dª. Alexandrina compraram terras em Dourado e foram abrir a fazenda Santa Maria.

Viajou 2 vezes para a Europa.

A primeira vêz em 1912, por recomendação médica, foi para a estação de águas em Vichy. Dessa viagem trouxeram um automóvel Fiat, comprado por 10.000 francos (junho a dezembro).

Viajou novamente em 1926, levando os 2 filhos adotivos Sebastião e Maria Alice, na viagem inaugural do transatlântico Astúrias – Mala Real Inglesa.

Faleceu em 16 de dezembro 1946 em São Paulo quando morava na Rua Augusta, 1371.Foi sepultada em Dourado.

Ela que fazia a escrita da fazenda e administrava a parte financeira, enquanto Francisco ficava nas plantações .

Maria Alice Malheiro de Camargo Lima

Nome de solteira: Maria Alice Assumpção Malheiro

Filiação: Semiramis Assumpção Malheiro e  José de Oliveira Malheiro

Data de nascimento: 28/04/1906

Local de nascimento: Fazenda Santa Maria, em Dourado.

Com o falecimento de sua mãe foi criada por seus tios Maria Ilydia Alves Bonilha e Francisco Martins Bonilha.

Estudou no colégio Stafforal (hoje não existe mais) e com professores particulares, como era costume naquela época. Falava muito bem francês, tocava piano e era muito elegante.

Passou sua mocidade em viagens constantes para as fazendas de Dourado, Ipaussú e Santa Lucia, acompanhando seus tios.

Casou-se em 04/09/28 com Jarbas de Camargo Lima. Passou a lua de mel na fazenda Atalaia, embora tivessem planejado passá-la no Rio, e para tal tinham até feito enxoval.  Mais tarde recebeu-a como herança e onde centralizou sua vida.

Faleceu em São Paulo em 27/12/1989 tendo sido sepultada em Dourado.

Era tremendamente patriota e amava profundamente seu Estado. Paulista ardorosa.

Na revolução de 1932, juntamente com Dona Ceres, filha do senhor Bento Bttencourt, farmacêutico em Santa Lúcia,  percorreu  as fazendas recolhendo donativos para ajudar a Revolução . 

Não gostava de Getulio Vargas .

Pertenceu  a Associação Cívica de Araraquara junto com tia Totó, meia irmã de Jarbas.

Até hoje é lembrada em Araraquara e Santa Lúcia pelas suas maneiras finas e educadas.

Viajou com Tia Júlia pela Europa, Egito e Arábia e quando estavam em Tel Aviv, estourou a guerra dos Seis Dias (Israel). Foram parar até em abrigo anti aéreo.

Em 1964, participou, junto com Jarbas, Joaquim e Maria Arminda (grávida do Marcelo), da Marcha “Da Família com Deus pela Liberdade”.

Jarbas de Camargo Lima

Nasceu em 27 de outubro de 1905, na cidade de Anápolis (hoje Analândia). 

Era filho de Joaquim Caetano de Camargo Lima e de Maria Conceição Mascarenhas, que casaram-se em Tatuí em 19/03/1903. Morou em Campinas, Santos e São Paulo.

Especializou-se em classificação de café trabalhando na firma Barros, Camargo e Cia em Santos, quando ficou noivo e depois casou-se com Maria Alice Assumpção Malheiro, em 4 de setembro de 1928. O casamento foi realizado na casa da noiva a Rua Barão do Rio Branco nº 51.

A partir de seu casamento passou a participar da administração da Fazenda Atalaia, da qual veio a ser dono, por partilha após falecimento de seu sogro Francisco Martins Bonilha.

Foi um fazendeiro que usava sempre as técnicas mais avançadas. Foi um dos idealizadores da fundação da Associação de Fornecedores de Cana de Araraquara.

Apaixonado pela criação de cavalos mangalarga, conquistou inúmeros prêmios tendo participado com êxito de exposições em São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre.

Em 1966, doou a fazenda para seus filhos, Joaquim, Semiramis e Camargo, e foi morar em Santos (Suarão).

Daí em diante a fazenda foi administrado pelo filho Jarbas Malheiro de Camargo Lima que a manteve sempre em expansão, passando com sucessos por diversas crises herdadas de problemas decorrentes da administração de seu pai.

Jarbas Camargo Lima faleceu em 11 de janeiro de 1992 sendo sepultado em São Paulo no cemitério do mesmo nome.

Em Santa Lúcia existe uma rua com seu nome.

Joaquim Caetano de Camargo Lima

Nasceu em

Filho de: Manoel de Camargo Penteado e Ana Camargo

Comprou a fazenda Santo Antonio do Quadrão em Anápolis (Analândia) em 16/10/1878.

Foram vendedores: Tenente Antonio Leocadio Matos e sua mulher

Foram compradores:

Gertrudes Alvez Souza Abreu

(filho) Rafael Moura Campos Abreu

(genro) Joaquim Caetano Camargo Lima

Joaquim Caetano C. Lima casou-se em primeiro núpcias com Emilia Eugênia Abreu, tendo os seguintes filhos: Major Francisco Camargo Abreu (Quito), Luiza Camargo Abreu, Nicota Camargo Abreu (casada com Isaac), Estanislau Camargo Abreu Mascarenhas, Antonia de Camargo Abreu (Totó, Casada com Otaviano Arruda Camargo).

Emilia faleceu em:

Joaquim Caetano de Camargo fez corte a uma cunhada Josefina Abreu durante 6 a 7 anos.

Casaram-se e ela morreu 1 ½ ano depois de problemas no parto.

Seis meses após o falecimento de Josefina que tinha a apelido de Nhanhan, casou-se com Maria Conceição Mascarenhas em 19 de março de 1903 na cidade de Tatuí. Foram seus filhos: Aparecida de Camargo Lima

Jarbas de Camargo Lima, Joaquim de Camargo Lima (Quinzinho).

Mudaram-se para Campinas quando os filhos chegaram em idade escolar, e venderam a Fazenda do Quadrão.

Faleceu em 20/10/1922 vítima de terrível doença e de um tumor interno que afetou os intestinos. Sofreu 4 meses.

Dª. Maria Conceição era filha de Manoel Tomás Camargo Mascarenhas e Liodolinda Camargo Furtado Mascarenhas.

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Leia também a reportagem "Fazendas que viraram novela" publicada na revista Globo Rural em setembro de 2002 em www.globorural.globo.com e escrita de forma maravilhosa por Patrícia Carvalho.

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